Simbologia de Motosofia



A simbologia da Espiritualidade Mística de Motosofia é um regaste dos símbolos da cultura pagã (religião dos romanos) entre outras simbologias, sintetizando um pouco de cada religião ou crença. Alguns símbolos tendem a seguir as mesmas representações da Nova Era.
Pagão - do latim, paganus - rústico, do campo (caipira). O pagão literalmente era aquele indivíduo que habitava o campo e estava fora da civilização (Cives Romana). O paganismo romano é fruto da religião que os antigos moradores do Lácio cultivavam e Rômulo e Remo mantiveram essa tradição.
O Sol para os antigos romanos era o centro da vida e considerado um deus. O Sol é símbolo de fartura, luz interior, abundância e cura. Os antigos pagãos ofertavam sacrifícios e oferendas ao deus sol, e o Lararium era sempre realizado seguindo os ciclos do sol. Em Motosofia é o resgate do Sol como símbolo da busca Interior e o despertar para uma nova Realidade. O dia de sua celebração é Domingo, como no Calendário Romano Pagão - Dies Solis - Dia do Sol - que deu origem ao "Dia do Senhor" para os Católicos, uma vez que a palavra Domingo, provém do Latim - Dominus (Senhor), - Domingo (Dies Solis para os pagãos). O Dies Solis está sob a proteção do Príncipe Raphael - do hebraico -  rapha, curar, pertencente as Virtudes.


Entre os pagãos era comum a oferta de oferendas como forma de agradecimento aos deuses pelo sustento e fartura. Os símbolos que ilustram as estações do ano mistifica esse resgate da cultura pagã, e para a Espiritualidade de Motosofia, os 4 elementos representam o ciclo da natureza, representando a reencarnação e o eterno retorno do espírito e da matéria. Baseado no princípio de que o Homem veio do pó (terra) e para ao pó retornará. Os quatro elementos estão sob o governo dos Anjos da Natureza. A terra está sob a guarda dos seres angélicos: Gnomos, Elfos, Ninfas da Floresta, Fadas e Duendes.


A água é o elemento mais importante e vital entre todos eles. Na Antiguidade, a água era venerada e cultuada por se acreditar que possuísse bens curativos. A água sempre foi utilizada em ritos religiosos com a finalidade de purgar os pecados ou como purificação. A água está sob a Guarda dos Anjos da Natureza, e sua representação mística são os duendes da água (ou ninfas da água), as náiades e as Ondinas.


O Ar é outro elemento da Natureza que também era representado pelos antigos. Os anjos que representam o ar são as Fadas (uma criação elemental da evolução do ar. Os silfos revelam um grau mais evoluído de desenvolvimento). As ordens avançadas desse reino são encontradas nos governantes dos ventos e das nuvens. 


O Fogo na Antiguidade e também entre os romanos era considerado um elemento digno de adoração, pois possibilitava a iluminação noturna, substituindo a magnificência da Luz do Sol. O fogo misticamente é representado pelas salamandras e talvez sejam, dentre os elementais, os que menos se assemelham aos homens.



O Éter na Espiritualidade de Motosofia é representado pelo símbolo acima, seguindo o quinto elemento da constituição de Deus, segundo Vedas. Em diversas religiões culturas da Antiguidade, os elementos fundamentais não são quatro e sim, cinco. O Éter seria o quinto elemento, segundo os alquimistas da antiguidade. Na concepção de Platão, o Éter seria o quinto elemento da qual seria composto todo o Universo. Essa seria a matéria que permeia o Cosmo. Na Filosofia, é denominado de Quintessência, ou elemento fundamental para a existência humana e de todos os outros seres. O Éter é a chave para descobrir a si mesmo (busca Interior - misticismo).  A Quintessência é a peça fundamental que completa o quebra cabeça da humanidade, da vida e da morte.


A Pirâmide é outro símbolo da Espiritualidade de Motosofia (Água Tratada dentro da Pirâmide), pois representa que Deus é Onipresente, Onisciente e Onipotente. Na mitologia antiga, a pirâmide é um objeto ao qual lhe atribui poderes místicos, entre eles se destaca os benefícios da água tratada dentro da pirâmide (ainda desconhecida no Ocidente - carece de fontes). Em Motosofia, a Pirâmide ocupa lugar de destaque, tendo como crença os poderes telúricos da água tratada dentro da Pirâmide, que são curativos tanto para o corpo quanto para o espírito.


"HOMO EST MORTALIS, MEMENTO QUOD" - O homem é mortal, lembre-se disto. Este símbolo na Espiritualidade de Motosofia representa a mortalidade e a finitude da matéria, ao qual o homem e todos os seres estão designados. A chuva que cai sobre a terra e dissolve a matéria, simbolizando sua degradação natural, mas sobretudo, evolutiva. A caveira sobre o livro que fica sobre o Triclínio (Triclinium) durante as Cerimônias também simboliza a mortalidade do homem, baseado no princípio filosófico de Protágoras: "O Homem é a medida de todas as coisas."


O objetivo da Espiritualidade Mística de Motosofia é a busca interior, o encontro, a busca por si mesmo e pelo Deus pessoal (Misticismo), tendo como bases a meditação - canal de liga o espírito humano a Deus, ao encontro consigo mesmo e em constante harmonia com o Cosmos. O Universo é objeto de reflexão de Motosofia, os poderes cósmicos e a crença que Deus reside no Sétimo Céu (concepção da filosofia pagã grega). Baseado nesse princípio, Motosofia acredita que Deus reina acima desse Universo (ao qual estamos) do Multiverso e Altiverso - ocupando por fim o sétimo Céu, que está além do caos univérsico.
A imagem representa o ser que medita, (Ens rationalis et spirtualis - ente racional e espiritual) por meio da reflexão e da meditação é que o Homem encontra o abismo de seu ser, a essência da espiritualidade interior, alcançando êxtase religioso, o sair de si (metafísica), o desligamento da mente com o corpo (interromper a tagarelice da mente). O sol simboliza a Luz, a busca pela Iluminação Interior, pois uma Mente iluminada é possível o encontro com Deus. No centro, o símbolo já utilizado pela Nova Era e outras crenças, denominado o símbolo da paz. O Homem além do encontro pessoal com consigo mesmo (interioridade mística) também está em busca de Paz interior, para si e para os seus entes queridos. A tranquilidade interior é um dos maiores objetivos da Humanidade. A paz deve ser unida a Harmonia e sucessivamente ao Equilíbrio, pois Deus que é Onipresente (Pacem), Oniponte (Harmonia) e Onipotente (Aequilibrium).
A letra grega "phi" simboliza a Filosofia. A tarefa da Filosofia é sobretudo, despertar a felicidade no homem, por meio de uma vida reflexiva e guiado pelo conhecimento (crença e invocação ao Anjo da Sabedoria - Noctua (coruja) para os antigos romanos e gregos, a coruja simbolizava a Deusa da sabedoria.
O símbolo de Infinito, representa que o Homem, ser pensante e evolutivo, tanto em matéria quanto em espírito está em constante busca pela paz infinita. Simboliza também o eterno retorno, a Reencarnação do Ser Humano e de todas as coisas, que é Eviterna.
O círculo ao redor do homem meditativo simboliza a aura do Homem Espiritual que é protegida e iluminada pelos Anjos e guias espirituais iluminados.



A Chama Acesa representa o Fogo, que mantém acesa sempre no Altar do Senhor (Ara Dominus) e para o Príncipe Metraton (Na cultura pagã, Vesta seria a representatividade). Na Roma Antiga, havia uma chama que queimava permanentemente em sua honra em cada lar e altar de Roma em honra a Vesta - deusa romana de origem angélica, atribuindo a esse ser de Luz o benévolo domínio sobre o fogo dos prédios públicos e privados, indicando que ela pertencia a ordem do Fogo (Ignis).


Esta Roda é o símbolo do Budismo e também da Reencarnação. Ao centro foi incorporada a espécie de uma roda que gira, representando o eterno retorno do homem, que é agente da evolução e também simboliza o movimento de todas as coisas - pois tudo no Universo gira, nada é estático, e esse girar constante e eterno é emanado de Deus - Motor Imóvel, Causa Incausada, - (filosofia Aristotélica e Tomista) -  pois Ele é a energia que faz mover todo o Cosmo e tudo o que existe. Deus não é movimento nem matéria, mas o movimento e a matéria não pode estar fora Dele.


Os Romanos eram muito religiosos e também muito supersticiosos, pois alegavam a existência de maus espíritos, feitiçaria, mau agouro entre outros. O Olho Grego simboliza todos as superstições romanas da Antiguidade. Este símbolo também é utilizado na Nova Era e Misticismo. Para a Espiritualidade de Motosofia, o Olho Grego (congrega os elementos: Alecrim, Arruda e Sal grosso) tem a finalidade de afastar o mau olhado, a inveja e todos outros males que afetam a espiritualidade do Ser Humano.

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